quarta-feira, 11 de novembro de 2015

QUALIDADE AMBIENTAL
A primeira grande catástrofe ambiental sintoma da inadequação do estilo de vida do ser humano - viria acontecer em Londres provocaria a morte de 1.600 pessoas desencadeando o processo de sensibilização sobre a qualidade ambiental na Inglaterra, e culminando com a provocação da Lei de Ar Puro pelo Parlamento, em 1956. Esse fato desencadeou uma série de discussões em outros países, catalisando o surgimento do “ambientalismo” nos Estados Unidos a partir de 1960.
Na Inglaterra surgiram as primeiras tentativas de medir e caracterizar a poluição, os primeiros regulamentos de proteção aos cursos d’água e os primeiros processos de tratamento de águas residuais. A primeira medida adotada foi a construção de sistemas de esgotos subterrâneos, o que ocorreu pela primeira vez em 1843 em Hamburgo, na Alemanha, quando a cidade foi reconstruída após um incêndio. Cientistas do século XIX concentraram esforços para combater as causas das diferentes doenças surgidas devido à falta de saneamento básico, o que impulsionou o desenvolvimento da microbiologia.


A primeira Estação de Tratamento de Água (ETA) foi construída em Londres em 1829 e tinha a função de coar a água do rio Tâmisa em filtros de areia. A ideia de tratar o esgoto antes de lançá-lo ao meio ambiente, porém, só foi testada pela primeira vez em 1874 na cidade de Windsor, Inglaterra. Não se sabia como as doenças “saíam do lixo e chegavam ao nosso corpo”. A ideia inicial é que vinham do ar, pois o volume de ar respirado por dia é muito superior ao volume de água ingerido. Porém com a descoberta de que doenças letais da época (como a cólera e a febre tifoide) eram transmitidas pela água, técnicas de filtração e a cloração foram mais amplamente estudadas e empregadas.

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
A Comissão de Desenvolvimento Sustentável (SDC, sigla em inglês) é conselheiro independente do governo britânico sobre o desenvolvimento sustentável. Essa comissão visa uma melhoria da fiscalização e conscientização a respeito da harmonia que os países devem ter com a natureza, visando uma produção que diminua os impactos no meio ambiente e ajudem a recuperar o que já impactado.

Principais objetivos da SDC
Auxiliar o poder público para conseguir avanços nas áreas de política, que terão o maior impacto sobre o progresso em direção à sustentabilidade;
Pensamento progressista na concretização do desenvolvimento sustentável.
Implantar Técnicas e materiais para tentar dominar os incêndios florestais, disponibilizando sistemas de radares que apontam os principais focos de queimadas que são geradas pelo homem ou por consequências naturais.
Auxiliar o poder público para conseguir avanços nas áreas de política, que terão o maior impacto sobre o progresso em direção à sustentabilidade;
Pensamento progressista na concretização do desenvolvimento sustentável.
Implantar Técnicas e materiais para tentar dominar os incêndios florestais, disponibilizando sistemas de radares que apontam os principais focos de queimadas que são geradas pelo homem ou por consequências naturais.
A Comissão do Desenvolvimento Sustentável da Inglaterra trabalha para fornecer informações baseada em evidências qualitativas para o governo sobre como o desenvolvimento sustentável pode melhorar trabalho da população.
O desenvolvimento sustentável deve satisfazer as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades.
O conceito de desenvolvimento sustentável pode ser interpretado de muitas maneiras diferentes, mas em essência representa a abordagem de desenvolvimento que busca equilibrar a relação entre homem e meio-ambiente. Muitas vezes as empresas precisam de consciência das limitações ambientais, sociais e econômicos que enfrentadas na sociedade.
Muitas vezes, o desenvolvimento é impulsionado por uma necessidade particular, totalmente sem considerar os impactos mais amplos ou futuro. É possível enxergar os danos desse tipo de abordagem, a partir de grandes crises financeiras provocadas pelo consumo irresponsável, ou das mudanças no clima global resultantes da nossa dependência de fontes de energia com base em combustíveis fósseis.
 De certa forma o foco do desenvolvimento sustentável é mais amplo do que o meio ambiente. Representa também sobre a garantia de uma sociedade forte, saudável e justa. Isto significa satisfazer as diversas necessidades das pessoas em comunidades, promovendo bem-estar pessoal, coesão e inclusão social por criar oportunidades iguais.

POTABILIDADE
   Segundo o governo, é mais garantido consumir água da torneira do que de garrafa, pois institutos de averiguação e pesquisa realizam mais de 500 mil testes anualmente a fim de confirmar a constituição química da água que deixa reservatórios conectados ao Rio Tâmisa em direção às pias e aos chuveiros dos consumidores britânicos. Mas há quem não pense da mesma forma. William Wallace é um escocês de 39 anos que vive em Londres. Em seu blog, London isCool, no qual conta normalmente histórias e situações interessantes sobre a cidade, ele impõe uma visão diferente sobre o tema. Wallace escreveu um post chamado: “A água de Londres é venenosa”. Nele, a experiência pessoal do blogueiro: antes de chegar à cidade, pesquisou a respeito da água, resolveu economizar e, durante os três primeiros meses na capital britânica, tomou apenas água da torneira. Desde o início de sua temporada na cidade, uma dor de garganta insistente o acompanhou. “Então eu percebi de onde vinha a água que eu tomava (reservatórios conectados ao Tâmisa). Instantaneamente, parei de tomá-la e, com isso, a dor parou e não voltou mais até hoje”, afirma. De acordo com o instituto Drinking Water Inspectorate, 99,98% da água que sai das torneiras da capital britânica se encontra no mais alto padrão de qualidade imposto pelo governo às empresas que fornecem o processo de purificação, um patamar excelente em termos mundiais. Os números oficiais mostram que a água de Londres é a mais pura do Reino Unido, e este, por sua vez, apresenta a água mais potável da Europa.

INDÚSTRIA
As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferroe de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos. As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz. Como essas máquinas substituíam a força dos cavalos, convencionou-se em medir a potência desses motores em HP (do inglês horse-Power ou cavalo-força).



AGROPECUÁRIA
Agroecologia representa um conjunto de técnicas e conceitos que surgiu em meados dos anos 90 e visa a produção de alimentos mais saudáveis e naturais. Tem como princípio básico o uso racional dos recursos naturais. A evolução para essa forma de produção foi gradual, iniciando-se no fim da 1ª Guerra Mundial, quando surgiam na Europa as primeiras preocupações com a qualidade dos alimentos consumidos pela população. Os primeiros movimentos de agricultura nativa surgiram respectivamente na Inglaterra (Agricultura Orgânica) e na Áustria (Agricultura Biodinâmica). Naquela época, as ideias da Revolução Industrial influenciavam a agricultura criando modelos baseados na produção em série e sem diversificação.

RECURSOS HÍDRICOS
Fatores das grandes preocupações na Inglaterra gira em torno da captação não controlada de aquíferos subterrâneos, o que pode levar a uma super exploração não sustentada em termos de tempos de reposição. A queda da qualidade das águas superficiais originou uma descontrolada demanda sobre os aquíferos subterrâneos, que passaram a ser uma das atuais prioridades de foco das agências reguladoras. Atualmente, cerca de 35% da água destinada ao consumo doméstico no Reino Unido é proveniente de aquíferos subterrâneos. O restante é suprido pelos mananciais superficiais (EA, 2001). O incremento na demanda nos dias de hoje se dá pela mudança nos padrões de consumo, através da intensificação do uso de equipamentos domésticos como máquinas de lavar roupas e louças. No entanto, as estimativas de incremento de demanda apontam uma situação relativamente estável, com uma relativamente baixa previsão de aumento. Os principais consumidores de água na Inglaterra são os setores de geração de energia e abastecimento doméstico, seguidos pelo setor industrial.


Curiosidade
Com uma população de cerca de 8,3 milhões de habitantes, a cidade de Londres, na Inglaterra, sofreu com a crises de água durante os anos 2000. A cidade, conhecida pela garoa constante, sofreu com as poucas chuvas e a situação se agravou em 2006. Neste ano, a solução oferecida pelo governo foi a construção de uma usina de dessalinização, responsável por tornar potável a água do mar. A usina foi escolhida por ser a opção mais econômica: devido à proximidade de Londres com o mar, seria mais viável dessalinizar a água do que transportá-la do Norte do país, por exemplo. Com custo de 270 milhões de libras, a usina inaugurada em 2010 pode fornecer água para 1 milhão de pessoas e chega a produzir até 140 milhões de litros de água potável se estiver funcionando a todo vapor.

Alunos: Erick Torres da Silva, Carlos Henrique Mendes de Oliveira, João Pedro da S. Marinho.